Cancro e Brócolos

A comunidade científica despertou nos últimos anos para as propriedades preventivas de cancro por parte das crucíferas – brócolos, couve-flor, couves, etc. Estes vegetais produzem, quando digeridos, uma variedade de metabolitos sulfúricos dos quais os mais importantes são o I3C (indol-3-carbinol) e o DIM (di indol metano). 
 
Estes demonstram um grande potencial na prevenção do cancro da mama e da próstata. Este tipo de cancros quando associados à obesidade são muito agressivos. 
 
A ingestão de brócolos (100 gramas dia) e de couves é inversamente proporcional ao risco de contrair estes cancros.
 
A transformação dos compostos ricos em enxofre existentes nestas plantas em compostos preventivos de cancro é mediada através de uma enzima (mirocinase)  contida na própria planta. 
 
Quando esta enxima é posta em contacto com os compostos sulfúricos activa a sua transformação, o que acontece na digestão em relação ao I3C e DIM. Dado que o processo de cozimento pode reduzir o teor nestes compostos em cerca de 58%, e o facto deles serem hidrosolúveis, a melhor opção culinária vai para o cozimento a vapor. 
 
Felizmente há suplementos à venda com estes dois compostos benéficos. 
 
O DIM e o I3C impedem a trnsformação dos estrogénios em formas agressivas – 16.OH-estrona – que estimulam o crescimento celular e a transformação celular em cancro, desviando esta transformação para os metabolitos estrogénicos benéficos como o 2.OH-estrona.
 
 A relação entre estes dois metabolitos, que é determinável por análise à urina, tem uma importância capital pois permite avaliar o risco de cancro da mama muito antes de ele acontecer.
 
Sintomas como menstruações pesadas, dores pélvicas e dores de cabeça; endometriose e quistos podem sugerir um excesso de 16.OH-estrona, o que deve ser avaliado.
 
Doses acima dos 400 mg de I3C alteram esta relação para o lado benéfico.
 
Todos os factores envolvidos são amplificados quando a mulher tem excesso de peso. 
 
De facto, este propicia à formação anormal de estrona. 
 
Concluindo, o I3C e o DIM têm “ciência” suficiente para suportar o crédito de protegerem dos cancros da mama e da próstata, especialmente nas pessoas com excesso de peso onde se manifestam as formas mais agressivas destes cancros. 
 
Doses de 400 mg nas mulheres e de 600 mg nos homens são suficientes para a sua prevenção.