Coenzima Q10

Coenzima Q10 ou ubiquinona, é a enzima responsável pela última etapa necessária para a produção de energia dentro de nossas células. É altamente concentrada em órgãos com maiores necessidades de energia, como o músculo do coração e do fígado e nos tecidos que se regeneram rapidamente, como a gengiva, onde a falta deste nutriente tem sido associada com vários problemas. Os obesos, pessoas com problemas cardíacos e os idosos tendem a ter baixos níveis de coenzima Q10.

Propriedades da coenzima Q10
Coenzima Q10 é importante para a saúde do coração, e esse fato não é surpreendente, dado o fato de a maior concentração de coenzima Q10 no organismo humano é encontrado em células do músculo cardíaco.

Embora o nosso corpo consegue sintetizar a coenzima Q10, à medida que envelhecemos a capacidade de produzi-lo diminui, assim como nossas necessidades podem ser incremetadas.

Coenzima Q10 como um antioxidante
Além desta coenzima Q10 é um antioxidante poderoso e um co-fator essencial p ara fosforilação oxidativa. Foi observado que com altas doses de vitaminas B, coenzima Q10, melhora muitos dos problemas associados com a função pobre da fosforilação oxidativa, aumentando os níveis de energia no cérebro.

Na doença de Parkinson, tem mostrado para melhorar o controle motor, o humor, a visão e retardar a progressão da doença. Ele também se mostrou útil na doença de Huntington ea doença de Alzheimer, reduzindo o declínio funcional e melhoria testes neuropsicológicos.

As doses utilizadas nestes casos geralmente variam de 200 a 2.400 mg.

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A coenzima-Q10 é uma vitamina-símile lipossolúvel que está presente em praticamente todas as células do organismo e participa nos processos de produção de energia. Por ser essencial a esse processo, órgãos com maior demanda energética (como coração, cérebro, rins e fígado) apresentam maiores concentrações de CoQ10 (Okamoto et al., 1989; Shindo et al., 1994).

Por sua capacidade de transferir elétrons e, portanto, atuar como um antioxidante, a Coenzima Q10 também é utilizada como suplemento nutricional. Deste modo, esta coenzima reage neutralizando os radicais livres e regenerando vitaminas E e C oxidadas.

Os efeitos da administração de CoQ10 em pacientes com diversas doenças degenerativas vêm sendo estudados, como no caso de Mal de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas além de doenças do coração e hipertenção. Além disso, o suplemento de CoQ10 também já foi sugerido para o tratamento de outras doenças, como diabetes (Shing, 1999; Hodgson, 2002), cancro (Sakano, 2006), angina, obesidade e distrofia muscular. A Coenzima Q10 também aumenta a tolerância de idosos e sedentários ao exercício físico e pode corrigir falhas do sistema imunitário senescente.

Pacientes que usam estatinas normalmente apresentam sintomas de dores e fraqueza muscular, além disso, diversos pesquisas indicam que as estatinas diminuem os níveis de CoQ10 no organismo. Um estudo realizado com pacientes em uso de estatina com suplementação de CoQ10 demostrou melhora dos sintomas destas manifestações (Caso et al, 2007).

Envelhecimento, maus hábitos alimentares, stress e infecções afetam a capacidade de fornecer quantidades adequadas de CoQ10. Portanto a suplementação de pode ser muito útil (Hojerova, 2000).

 Após 35 a 40 anos de idade, o organismo começa a perder a sua capacidade de sintetizar CoQ10 de alimentos e desenvolve a sua deficiência (Hojerova, 2000).

A suplementação é importante já que a falta desta coenzima pode causar danos no cérebro, e em outros órgãos além de mitocôndrias do corpo todo (Bliznakov, 1999).

 Além disso, no uso tópico atenua rugas e linhas de expressão e diminuiu o stress oxidativo da pele (Infome Aparenza, 2007) limpando os radicais livres do corpo humano (Hojerova, 2000).

Mitocondria Master

Coenzima Q-10

REFERÊNCIAS Bliznakov E. Aging, mitochondria, and coenzyme Q10: The neglected relationship. (1999) Biochimie, 81: 1131-1132.

Caso, G. et al., 2007. Effect of Coenzime Q10 on Myopatic Symptoms in patients treated with statins. (2007) Am J. Cardiol. 99: 1409-1012.

Hodgson J. M. et al. (2002) Coenzyme Q(10) improves blood pressure and glycaemic control: a controlled trial in subjects with type 2 diabetes. Eur J  Clin Nutr. 56:1137-1142.

Hojerova J. Coenzyme Q10 its importance, properties and use in nutrition and cosmetics. (2000) Ceska Slov Farm. 49 (3): 119- 23.

Informe Apparenza. Impacto da suplementação de coenzima Q10 em sintomas de miopatias em pacientes tratados com estatinas. (2007) Endocrinologia.

Sakano K et al. Suppression of Azoxymethane-induced Colonic Premalignant Lesion Formation by Coenzyme Q10 in Rats. (2006) Asian Pacific J Cancer Prev. 7: 599-603.

Singh RB et al. (1999) Effect of hydrosoluble coenzyme Q 10 on blood pressures and insulin resistance in hypertensive patients with coronary artery disease. J Human Hypertens. 13: 203-208.

 

Shindo, Y., Witt, E., Han, D., Epstein, W., and Packer, L., Enzymic and non-enzymic antioxidants in epidermis and dermis of human skin (1994), Invest. Dermatol. 102: 122-124